11.01
O design é um componente essencial do progresso – a arte ou profissão de criar algo que ainda não existe, de recursos limitados e com um tempo limitado. Este “algo” pode ser uma obra de arte, um produto fabricado, um processo de fabricação, um sistema social, um sistema de trabalho ou a estrutura de uma organização. Design é uma integração entre teoria e prática, de conhecimento, habilidade e imaginação. O design está enraizado profundamente na sociedade. É o esforço da sociedade para fazer os artefactos da sua vida mais estéticos, mais belos, mais compreensíveis e confortáveis. As áreas de design são inúmeras e hoje em dia todo o ambiente que nos rodeia é objecto de design. A sociedade precisa de design como o homem precisa de respirar.
No início do século 20 a indústria percebeu a sua necessidade de design, mas continua a não prestar tanta atenção como o design merece. O papel do design estava em um nível primário, mas quando as empresas começam a competir pela atenção do consumidor chegaram ao ponto do bom design. Anos mais tarde o Design lentamente mas de forma seguramente, tem sido reconhecido como parte do progresso industrial. O design assumiu ser um processo estável e ordenado, no meio do mercado e estabilidade financeira. Esta foi a era em que a sociedade deu mais energia e responsabilidade ao design e por consequência à Economia. O design tornar-se crítico no papel da Economia, especialmente no desenvolvimento de produtos, processos e sistemas que possam competir no mercado.
Hoje a sociedade moderna está satisfeita com as suas necessidades primárias. Depois essas necessidades foram substituídas pela necessidade de consumo. Naturalmente os objectos do consumo precisavam de design, por isso mesmo, o design tornou-se na nova necessidade básica da sociedade. Mais tarde, as pessoas perceberam o papel do design e da sua responsabilidade ética e social.
Design significa a criação de algo novo. Quando a sociedade precisa de novos produtos, especialistas (designers, cientistas, etc) investigam cuidadosamente os hábitos de um grupo social, a finalidade da criação de um bom e útil produto para o grupo. Nessa investigação estão envolvidos os dinheiros públicos da sociedade, que espera ter sucesso com o produto e retornar o investimento, a sociedade deseja colocar o design dentro do círculo do consumo.
Mas o sucesso do produto depende também do padrão da sociedade. Se os cidadãos de um país podem comprar um produto porque os seus salários são suficientes, em outros países, talvez as pessoas não possam comprar o mesmo produto devido ao seu baixo padrão. E este é o momento político do tema: “O que se passa quando o produto é realmente útil para um país onde as pessoas não podem comprá-lo?” Com esta questão voltamos no início da investigação do produto. É uma questão de política entre as várias realidades, quando um país tem recursos para desenvolver um produto que é muito mais útil para outro.
Hoje em dia vivemos num tempo onde toda a gente é designer. Fazemos design no dia-a-dia e quando nos encontramos com outras pessoas comunicamos e, de certa forma, refazemos o design de tudo o que nos rodeia naquele momento. Do virtual ao objecto alguém algures pensa como tornar o “produto” mais intuitivo, mais natural, pratico e também belo. Esse alguém é o Designer, que tem um papel multidisciplinar (criativo, social e politicamente correcto, ambientalmente responsável, etc.) representado no seu trabalho. É ele que deve saber a relação entres as coisas, o seu mundo interior, para poder explorar as suas normas. Quando o designer começa a observar o mundo com seus sentidos, ele consegue sempre pontos de conexão à sociedade. Este processo de auto-descoberta é também um processo de descoberta do mundo da sociedade e todas as relações dentro dela. É um processo de design com profundo conhecimento da sociedade. Não existe nenhum Design fora da sociedade, por essa razão ele é um fenómeno social.
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